Evolução do Gerenciamento do Tráfego Aéreo

Promover a transição do conceito atual de gerenciamento de tráfego aéreo para o conceito ATM futuro que será integrado, harmonizado e globalmente interoperável, com uma gestão dinâmica do tráfego e do espaço aéreo, por meio da integração colaborativa de pessoas, de informação, de tecnologia, de instalações e de serviços, independentemente de soluções tecnológicas específicas, a fim de atender às expectativas da comunidade ATM quanto à segurança, à eficiência, à interoperabilidade e à sustentabilidade.

PACOTES DE TRABALHO

I – Mínimos de separação por esteira de turbulência baseada em grupos de aeronaves

Objetivo

Desenvolver soluções para a aplicação plena da nova categorização de separação por esteira de turbulência desenvolvida pela OACI, composta de sete grupos que consideram o peso e a envergadura das aeronaves. Tais soluções devem ser capazes de superar as restrições de capacidade do sistema de pistas nos principais aeroportos brasileiros por meio da redução dos mínimos de separação aplicáveis para chegadas e para partidas; e incorporar procedimentos já aplicados em outras partes do mundo, como aproximações paralelas em pistas próximas (< 760 m).

II – Gestão Integrada de Recursos Humanos

Objetivo

Modernizar o gerenciamento das posições operacionais dos Controladores de Tráfego Aéreo por meio da consolidação do SATURNO (Sistema de Apoio ao Tráfego Aéreo na Utilização dos Recursos Humanos para as Necessidades Operacionais), fortalecendo a integração da gestão de pessoal ao planejamento estratégico do DECEA. A ferramenta alinha a alocação de recursos humanos às demandas futuras do tráfego aéreo e às metas institucionais de eficiência, de previsibilidade e de segurança. Além disso, amplia a transparência da gestão ao consolidar informações sobre a carga horária, os afastamentos e a disponibilidade operacional, possibilitando uma distribuição de pessoal mais racional e aderente à demanda.

III – Operações em Grandes Altitudes (HAO) e Espaciais Comerciais (CSO)

Objetivo

Pesquisar e definir soluções que permitam o gerenciamento eficiente e seguro das operações acima do FL600 no espaço aéreo sob a responsabilidade do Brasil e das operações espaciais comerciais associadas (CSO). Essas operações, classificadas como Operações em Grandes Altitudes (HAO, Higher Airspace Operations) pela OACI, podem ser pilotadas, automatizadas ou autônomas e, atualmente, podem incluir pseudossatélites  (HAPS, High Altitude Pseudo-satellites), RPAS de longa performance (HALE, High Altitude Long Endurance), balões e aeronaves supersônicas e hipersônicas, além de vetores espaciais comerciais cujos perfis de lançamento, reentrada ou trânsito demandem o aumento da vigilância para aprimorar a consciência situacional e a coordenação com o ambiente ATM.

IV – Informações de Voo e Fluxo para um Ambiente Colaborativo (FF-ICE BR)

Objetivo

Implementar, gradualmente, o FF-ICE como mecanismo de tratamento de plano de voo e de gestão de fluxo, capaz de superar as limitações do atual mecanismo de plano de voo, conhecido como FPL2012, e suportar a necessidade de troca de uma elevada quantidade de informações no futuro ambiente de operações baseadas em trajetória (TBO).

V – Operações Baseadas em Trajetória (TBO)

Objetivo

Implementar o TBO de modo a satisfazer as condições operacionais do espaço aéreo brasileiro, adaptando-se aos vários níveis de demanda e de complexidade de tráfego aéreo, de forma a permitir o planejamento, o gerenciamento e a otimização de voos estrategicamente com base no uso das quatro dimensões (latitude, longitude, altitude e tempo), na troca de informações entre sistemas aéreos e terrestres, na capacidade de a aeronave voar trajetórias precisas no tempo e no espaço, e na negociação permanente entre usuários do espaço aéreo e Provedores de Serviços de Navegação Aérea (PSNA) para identificar soluções que acomodem de uma melhor forma as necessidades de todas as partes interessadas.